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SAVE THE DATE: 21 TO 23 JANUARY 2022 - LISBON, PORTUGAL
MORE INFORMATION SOON
The climate crisis is worsening before our eyes at an accelerating pace.
While the flames of overwhelming fires consume our earth, more and more people are getting expelled from their lands so that extractive and emissions increasing projects can take place, pushing us towards the abyss of climate chaos. As heat waves are getting more intense all around the world, increasingly more people are left in unemployment and precariousness due to the escalating economic and social crisis that the capitalist management of the pandemic worsened. As the seas rise and climate catastrophes such as violent storms, droughts and hurricanes threaten even more populations, the violence towards the already marginalized bodies of our societies increases and access to essential services as housing, energy, food, health and water keeps being denied, giving place to the accumulation of profit instead of securing life.
The newest IPCC report confirms what we already knew: in less than two decades we will reach the 1.5ºC temperature limit of global warming whereupon the worst climate phenomena become even more uncontrollable, unless we take urgent and drastic action now.
Capitalist elites keep applying the same profit accumulation mechanisms that have led us here in the first place, creating the illusion that something is being done to fight the climate crisis while taking advantage of all this crisis as new opportunities to amplify profit, militarize and privatize essential life services.
We did not create this scenario nor did we choose to be living in the major civilizational crisis of our times, but we do have the responsibility to stop the climate crisis, leaving no one behind.
If decades of worsening climate, economic and social crises created by the capitalist business as usual have thought us anything, it is that we ourselves have to assume the political and social mission of reaching climate and social justice on the deadline defined by the climate science.
Since 2014, ecosocialists, ecofeminists, peasants, trade unionists, several social movements and political organizations have been gathering on the international eco-socialist encounters to collectively imagine and set in motion an ecosocialist alternative to the abyss towards which capitalism and climate collapse push us. In 2018, we started from the understanding of eco-socialism as a critical political theory and practice, which sets itself the joint task of dismantling capitalism, productivism and inequality, and constructing the alternative that can produce eco-social justice. It does so by addressing at the same time the crucial issues of the purpose of economy and work, of production and social reproduction, the ownership of the means of production, the sharing of essential commons and solidary democratic decision-making. At the same time, it bears in mind the restoration of our wounded ecosystems.
In 2022, on the V International Ecosocialist Encounters, we start from all these understandings to seek more answers and collectively build a strong international articulation, capable of fighting the major crisis of our times.
Therefore, acknowledging that the alternative to the destructive system in which we live in can only be possible with the participation, determination, creativity, solidarity and commitment of all the social movements and all of us, we invite every movement, organization and people to join on the construction of this revolution.
Together we will envision the ecosocialist world we need, and which tools and strategies we need to achieve it.
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GUARDA A DATA: 21 A 23 JANEIRO 2022 - LISBOA, PORTUGAL
MAIS INFORMAÇÕES EM BREVE
A crise climática continua a avançar diante dos nossos olhos a um ritmo cada vez mais alarmante.
Enquanto incêndios avassaladores consomem a terra, cada vez mais pessoas são expulsas das suas terras para dar lugar a projetos extractivistas e que aumentem emissões, empurrando-nos para o abismo do caos climático. À medida que as ondas de calor se intensificam por todo o mundo, cada vez mais pessoas se vêem à beira do desemprego e da precariedade fruto da crescente crise económica e social que a gestão da pandemia sob o capitalismo veio agravar. Ao mesmo tempo que a subida do nível médio do mar e as catástrofes climáticas como tempestades, secas e furacões ameaçam cada vez mais populações, a violência sobre os corpos mais marginalizados das sociedades aumenta e o acesso a serviços básicos como habitação, energia, alimentação, saúde e água vai sendo vedado, dando lugar à acumulação de lucro em vez de vida.
O novo relatório do IPCC veio confirmar o que já sabíamos: em menos de duas décadas iremos ultrapassar a barreira de segurança dos 1.5ºC de aquecimento global a partir do qual todos estes fenómenos climáticos se tornam ainda mais incontroláveis, a não ser que tomemos ação urgente e drástica agora.
As elites capitalistas persistem em aplicar os mesmos mecanismos de acumulação de lucro que nos trouxeram até aqui em primeiro lugar, mantendo a ilusão de que algo está a ser feito para combater a crise climática enquanto aproveitam todas estas crises como novas oportunidades para ampliar lucro, militarizar e privatizar serviços essenciais à vida.
Não criámos esta situação nem escolhemos viver na maior crise civilizacional dos nossos tempos, mas temos a responsabilidade de travar a crise climática sem deixar ninguém para trás.
Se houve algo que décadas de agravamento da crise climática, económica e social por parte do business as usual capitalista nos ensinou, é que temos de ser nós a assumir pelas nossas próprias mãos a missão política e social de alcançar justiça climática e social dentro dos prazos ditados pela ciência climática.
Desde 2014 que ecossocialistas, ecofeministas, agricultores, sindicalistas, vários movimentos sociais e organizações políticas se têm juntado nos Encontros Ecossocialistas para imaginar e iniciar em conjunto uma alternativa ecossocialista ao abismo para o qual o capitalismo e o consequente colapso climático nos empurram. Em 2018 partimos do entendimento do ecossocialismo como uma teoria e prática política crítica, que assume a missão conjunta de desmantelar o capitalismo, o produtivismo e a desigualdade, construindo as alternativas que possam produzir justiça ecossocial. Fá-lo focando-se simultaneamente no propósito da economia e do trabalho, na produção e reprodução social, na propriedade dos meios de produção, na partilha dos bens essenciais e na tomada de decisão solidária e coletiva. Ao mesmo tempo, mantém em mente a restauração dos nossos ecossistemas devastados.
Em 2022, nos V Encontros Ecossocialistas, partimos de todos estes conhecimentos para procurarmos mais respostas e criarmos uma articulação internacional forte, capaz de combater a maior crise dos nossos tempos.
Assim, reconhecendo que a alternativa ao sistema destrutivo em que vivemos só é possível com a participação, determinação, criatividade, solidariedade e compromisso de todos os movimentos sociais e de todas nós, convidamos todos os movimentos, organizações e pessoas a juntarem-se na construção desta revolução.
Em conjunto vamos imaginar o mundo ecossocialista de que precisamos, começando a delinear com que ferramentas e estratégias o podemos construir.


